Imprimir

20 Terminologias Cancro da Mama

20 Terminologias Cancro da Mama

Sente-se perdida com a linguagem técnica sobre o cancro da mama?

Damos-lhe 20 definições essenciais para a ajudar.

1

 

Este pode ser um momento difícil para si.

Se você ou alguém que ama acabam de saber que o cancro da mama entrou nas vossas vidas, é natural que comece de imediato a procurar respostas que a ajudem a compreender melhor e a enfrentar este enorme precalço. Provavelmente também tem a ideia que a linguagem própria do cancro da mama é desconcertante, quase como uma língua estrangeira que nunca aprendeu a falar

Saiba que não está só. Gostaríamos de lhe oferecer uma seleção - uma pequena introdução, que pode ser mais fácil de digerir do que um glossário completo - da terminologia comum do cancro da mama e definições que lhe vão permitir começar a compreender.

 

1. Anti hormonais ( Terapêutica Hormonal): É uma classe de medicamentos que bloqueiam a produção de estrogénio na glândula suprarrenal. São frequentemente prescritos para tratamento hormonal das mulheres em menopausa com cancro da mama.

2. Biopsia: é uma forma de diagnóstico utilizada para analisar os tecidos biológicos. Há várias formas de fazer uma biopsia: incisional - em que o cirurgião remove uma parte do tumor; excisional - em que todo o tumor é removido; com agulha - é inserida uma agulha no tumor para retirar uma amostra de tecido.

3. Calcificações: com o envelhecimento, é muito frequente as mulheres desenvolverem pequenos depósitos de cálcio na mama que aparecem nas mamografias sob a forma de pequenos pontos brancos. No entanto, caso se aglomerem e tomem uma forma visível, podem ser um sinal precoce de cancro e o seu médico certamente que recomendará exames complementares, como a biópsia.

4. Cancro Inflamatório da Mama: é um tipo de cancro raro mas agressivo que se propaga rapidamente. Revela-se por alterações do aspeto da pele e não por um “caroço”, como o cancro mais comum. A pele aparece quente, mole ao toque e com o aspeto de inflamada, por vezes até parece “casca de laranja”. Podem surgir alterações também no aspeto do mamilo.

5. Cancro da Mama Triplo Negativo: é um tipo de cancro diagnosticado pela ausência de Estrogénio, de Progesterona e do recetor HER2. Tem uma incidência de cerca de 20% em relação a outros tipos de cancro da mama e a terapia hormonal não é eficaz. Cirurgia, quimioterapia e radioterapia são os tratamentos utilizados em geral. Os cientistas continuam a procurar soluções que melhorem as opções de tratamento.

6. Cancro metastático: é o cancro da mama que se espalhou (fez metástases) noutras zonas do corpo. Também considerado como cancro em estado avançado.

7. Carcinoma Ductal e Carcinoma Ductal in situ (CDIS): É o tipo de cancro não invasivo mais comum. As células cancerígenas encontram-se alojadas dentro dos canais do leite mamário. Assume a designação de carcinoma ductal invasivo quando as células se espalham para os tecidos envolventes.

2

8. Carcinoma Lobular: Acontece quando as células cancerígenas se formam nos lóbulos dos canais do leite mamário. O Carcinoma Lobular in situ (CLIS) está confinado aos lóbulos mamários, por isso não coloca imediatamente em risco a vida da paciente.

9. Gânglios Axilares: são os gânglios linfáticos situados na axila que, por vezes, são afetados pelo cancro da mama (ver nº 12. Sistema Linfático).

10. Genes BRCA1 e BRCA2: são simplesmente genes humanos implicados na reparação do ADN que podem sofrer mutações prejudiciais aumentando o risco de cancro da mama ou dos ovários. Estes genes são hereditários e são necessários testes genéticos para determinar se possui este tipo de mutação.

11. HER2 (abreviatura de Human Epidermal growth factor Receptor 2): é o nome do gene humano que cria a proteína HER2 nas células mamárias. Normalmente os recetores HER2 ajudam a controlar o crescimento, divisão e reparação das células mamárias sãs. No entanto, em certos tipos de cancro da mama, o gene HER2 duplica-se em excesso e dá origem a uma proliferação incontrolada das células mamárias. A análise do estatuto HER2 no cancro da mama permite à equipa médica determinar qual o melhor tratamento. Existem tratamentos específicos que visam os cancros HER2 positivos (HER2+)

12. Linfedema | Sistema Linfático: trata-se de um elemento do seu sistema circulatório que é frequentemente esquecido. O sistema linfático permite a circulação dos fluídos dos tecidos para os gânglios linfáticos, através de uma rede de vasos. Quando o sistema linfático fica danificado por uma cirurgia ou pela radioterapia, a linfa não consegue circular livremente e expande-se para os tecidos circundantes. Daqui resulta o linfedema - um edema dos membros ou das extremidades. Algumas pacientes com cancro da mama desenvolvem linfedema logo após a cirurgia. Enquanto que outras só desenvolvem anos mais tarde ou podem até nunca desenvolver linfedema. É essencial ter atenção ao lado submetido a cirurgia: é fundamental evitar picadas, queimaduras ou qualquer tipo de lesões semelhantes, caso aconteça deve desinfetar a ferida de imediato e colocar uma pomada oclusiva.

13. Mastectomia profilática ou preventiva: a mastectomia consiste na remoção cirúrgica total da mama. A mastectomia profilática é realizada antes mesmo do cancro ser detetado. Muitas mulheres quando descobrem que são portadoras dos genes BRCA1 e BRCA2 e que apresentam um risco muito elevado de desenvolver cancro da mama, podem escolher fazer uma mastectomia, reduzindo significativamente o risco de cancro.

14. Margem: quando um tumor é removido, a margem é o tecido normal que o envolve. Se as margens são "saudáveis", "claras", "negativas" ou "soltas", esses tecidos não contêm células cancerígenas. Se essas margens se revelarem "envolvidas" ou positivas, uma cirurgia adicional será necessária para remover as células cancerosas remanescentes.

15. Ovariectomia: é a remoção cirúrgica dos ovários.  Ocasionalmente, tanto a ovariectomia quanto a mastectomia são realizadas para reduzir o risco em pacientes com o gene BRCA.

16. Prótese (próteses mamárias): é uma mama artificial, fabricada em silicone, espuma macia ou outros tipos de materiais que pode ser usada no soutien, após a mastectomia. A Amoena é a responsável pela invenção da primeira prótese mamária fabricada em gel de silicone.

17. Radioterapia: é uma forma de tratamento que utiliza a radiação ionizante de elevada energia para erradicar células cancerígenas. Pode ser efetuada por radiação externa ou interna, conhecida como curieterapia ou braquiterapia.

18. Recetores hormonais: são as proteínas que alojam as hormonas. Se uma célula tem muitos recetores hormonais, ela precisa dessas hormonas para crescer. As células do cancro da mama são testadas de acordo com os seus recetores hormonais, o seu estado permite determinar um tratamento hormonal direcionado e eficaz. Por exemplo, as células cancerígenas com recetores de estrogénio precisam de estrogénio para crescer, por isso se chamam ER+ (recetor de estrogénio positivo). Razão porque ao reduzir os níveis de estrogénio no corpo, pode prevenir o desenvolvimento do cancro. O cancro da mama pode ser classificado como ER+ , o PR+ se a hormona necessária é a progesterona, ou ainda como recetor hormonal negativo na ausência total de recetor. Neste último tipo de cancro, os tratamentos hormonais são ineficazes.

19. Tamoxifeno: é um medicamento que bloqueia a ação do estrogénio e que é utilizado como tratamento após uma cirurgia da mama, para suprimir os ER+ (recetores de estrogénio positivos) do cancro da mama.

20. Terapia neo-adjuvante (terapia antes da operação): quimioterapia ou terapia hormonal utilizada como primeiro tratamento, geralmente realizada para reduzir o tamanho de tumores importantes, antes da mastectomia ou da cirurgia conservadora da mama.

A sua equipa médica é a melhor fonte de informação para aprender muito mais sobre o cancro da mama. Também pode encontrar apoio nas pessoas que já ultrapassaram a doença.