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História de Ginger

História de Ginger

 

  O dia em que me contaram a história de Ginger.

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O dia em que me contaram a história de Ginger

Curar o corpo foi fácil, mas para curar a alma foi necessária muita perseverança e empenho que valeram bem a pena Quando Ginger Johnson conta a sua história ela chama-lhe com legitimidade uma fase assustadora. Foi no dia de Halloween que ela recebeu o resultado do seu diagnóstico, um susto real para toda a família, apesar de  Ginger não ter qualquer intenção de os assustar nem de estragar a festa de Halloween. Em simultâneo contou-lhes que estava grávida de 5 meses. A questão assim ficou muito diferente, o cancro iria afetar também o bebé?

 

O Cancro não estava no radar

“O cancro não estava no meu radar. Era algo que jamais imaginei que poderia acontecer-me”, recorda, “especialmente sendo ainda tão jovem”. Ginger tinha apenas 31 anos quando recebeu o primeiro diagnóstico e uma vida muito ocupada, com duas crianças pequenas e um trabalho na área do fitness e saúde.

Como não sabia da história familiar de cancro da mama, o diagnóstico foi um choque enorme e “uma mudança radical na minha vida”, disse.

Quando sentiu qualquer coisa de diferente na mama direita, Ginger pensou ser devido à gravidez, como muitas mulheres pensariam pois é comum dizer-se que o peito muda com a gravidez. Felizmente ela falou com o médico e o cancro foi descoberto bastante cedo

 

Mastectomia e Quimioterapia com o nascimento de um filho pelo meio.

Ginger decidiu dividir o tratamento para proteger a vida do seu bebé. Com seis meses de gravidez fez uma mastectomia, depois aguardou pelo final da gravidez e deu à luz um menino completamente saudável. Só então fez as restantes cirurgias necessárias e iniciou o tratamento de quimioterapia durante um ano.

O que a ajudou a travessar o turbilhão físico e emocional? “Falar com outras sobreviventes aumentou a minha visão”, diz Ginger. “No entanto, não creio que alguém nos passa preparar mesmo para os efeitos do tratamento, cada corpo é único e uns reagem  melhor à quimioterapia do que outros”.

 

Tornar a quimioterapia mais alegre

Uma das primeiras experiências que Ginger teve com a quimio foi o impulso para a sua vida futura como “Caçadora de Milagres”, que é como se apresenta hoje em dia no seu cartão de visita profissional. Ela percebeu que no mundo do tratamento do cancro, nas salas onde a quimioterapia é administrada, “todos estão doentes, ninguém está feliz”, por isso Ginger decidiu levar  uma mudança.

Simplificando, Ginger queria fazer algo simpático pelos companheiros  de quimioterapia. Ela contactou empresas locais e pediu donativos. No seu terceiro tratamento, assim que    lhe a ligaram ao medicamento, ela levantou-se e falou aos cerca de 15 pacientes que estavam na sala. Disse-lhes que se sentia orgulhosa por estarem a combater a doença e começou a cantar e a distribuir pequenos presentes a cada paciente desejando a cada um “Feliz Quimio”, enquanto ia caminhando pela sala, arrastando o varão com o tratamento

Ginger conseguiu mudar totalmente o ambiente da sala. Os pacientes começaram a conversar entre si, rindo e partilhando as suas histórias. “Tocou-me o coração vê-los,” disse ela. As pessoas começaram a chamar-lhe a “Moça Feliz da Quimio”.

Com este sucesso ela decidiu avançar, logo a seguir criou o site HappyChemo.com, uma rede online de brindes e descontos para pacientes com cancro e sobreviventes. Mais tarde, Ginger tornou-se presidente da Get Screened Utah, uma organização de base para consciencializar para a necessidade de fazer exames de saúde, e editou e publicou a revista Utah Cancer Connections.

 

À muito mais nesta história de cancro da mama.

Enormes lições de vida das suas experiências com o cancro – aos 40 anos foi diagnosticada com doença metastática – e por ter de aprender a viver de novo, foram a motivação para Ginger querer ajudar outras mulheres em situações semelhantes. Ela é uma embaixadora, não apenas da Amoena mas de todas as mulheres que tiveram de aprender a viver com qualquer tipo de dificuldades que a vida lhes traz. “A minha visão da vida mudou drasticamente,” diz Ginger. “Agora tudo tem um propósito específico. Quando a vida fica em perigo, aprende-se a valorizar e a estabelecer prioridades muito mais claramente. Hoje, tenho um desejo enorme de ajudar outras mulheres a encontrarem a sua própria forma de superação.”

Ginger trabalha diretamente com sobreviventes de cancro através do seu evento Survivor Soul Conference,   cujo propósito é o de dar às mulheres Autorização para Viver. O carácter positivo da Ginger, a sua perseverança e determinação e a sua generosidade são a combinação perfeita para o seu trabalho como empresária, life coach e oradora internacional. Em 2018 ela gravou e divulgou uma conversa muito inspiradora e continua a criar novos caminhos para ela própria, ajudando em simultâneo  outras pessoas a encontrarem os seus próprios caminhos.

 

Ginger partilha a sua experiência com a Amoena

Ginger decidiu dividir o tratamento para proteger a vida do seu bebé. Com seis meses de gravidez fez uma mastectomia, depois aguardou pelo final da gravidez e deu à luz um menino completamente saudável. Só então fez as restantes cirurgias necessárias e iniciou o tratamento de quimioterapia durante um ano.

O que a ajudou a travessar o turbilhão físico e emocional? “Falar com outras sobreviventes aumentou a minha visão”, diz Ginger. “No entanto, não creio que alguém nos passa preparar mesmo para os efeitos do tratamento, cada corpo é único e uns reagem  melhor à quimioterapia do que outros”.